CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 165.2.53.O Hora: 15h12 Fase: PE
  Data: 08/07/2008

Sumário

Transcurso do 60º aniversário de fundação da Rádio Jornal do Commercio, de Recife, Estado de Pernambuco. Excelência da administração do Governador Eduardo Campos.

O SR. JOSÉ CHAVES (PTB-PE. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o fenômeno da radiodifusão, como instrumento de comunicação entre os povos, não demorou muito a chegar ao Brasil. No final do século XIX, o crédito pela criação do rádio foi atribuído ao cientista italiano Guglielmo Marconi, da cidade de Bolonha, mas o aproveitamento das ondas eletromagnéticas para a transmissão de informações aconteceu logo no início do século XX, graças à invenção da válvula radioelétrica pelo físico americano Lee De Forest, do Estado de Iowa.
Todavia, a implantação da radiodifusão para o grande público sofreu considerável atraso durante o transcorrer da Primeira Guerra Mundial, depois compensado pelos avanços feitos no período, que facilitaram o crescimento do número das emissoras a partir do término do conflito.
Em apenas 1 década, a radiodifusão espalhou-se por todo o mundo.
Em 1919, nos Estados Unidos, é criada a Radio Corporation of América (RCA), seguida pela National Broadcasting Company (NBC), em 1926, e pela Columbia Broadcasting Corporation (CBS), em 1927.
A entrada de Pernambuco no segmento do rádio, em 1919, Sr. Presidente, marcou o início das transmissões da Rádio Clube de Pernambuco, sob o comando e a inspiração de Oscar Moreira Pinto, pioneiro desconhecido pelos historiadores.
Contudo, Sras. e Srs. Deputados, o que a crônica registra é que a primeira emissão radiofônica brasileira aconteceu em 7 de setembro de 1922, por ocasião das comemorações do centenário da Independência. E a transmissão somente foi possível porque a Westinghouse Electric International Company instalou, no Alto do Corcovado, uma estação de 500 watts, inaugurada com o discurso do Presidente Epitácio Pessoa. No ano seguinte, a emissora reaparece com a denominação de Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada pelo antropólogo Edgar Roquette-Pinto, depois considerado o "pai do rádio brasileiro".
Sr. Presidente, o verdadeiro motivo que fez, em rápidos registros, evocar os fatos mais proeminentes da criação da radiodifusão foi o de trazer ao centro deste pronunciamento a notável figura de Francisco Pessoa de Queiroz, nascido em 1890, em Umbuzeiro, Paraíba, contemporâneo de todos os acontecimentos que deram origem à invenção do rádio.
Dr. F., como era chamado por seus amigos e colaboradores, diplomou-se pela Faculdade de Direito da Universidade do Recife (1911), ponto inicial para escrever uma bem-sucedida carreira de político e de homem de empresas em Pernambuco.
Advogado, diplomata, político, empresário, nesta condição jamais poderia imaginar o papel que lhe estava reservado no rádio pernambucano.
Como diplomata, atuou em Buenos Aires, Londres e Bucareste, quando seu tio Epitácio Pessoa era Presidente da República.
Na condição de membro da Comissão de Membros de Diplomacia e Tratados, representou o Congresso brasileiro na Conferência Internacional de Bruxelas (1925); na Conferência de Paz, em Versalhes; em Roma (1927); no Rio de Janeiro; e em Paris (1928).
Sras. e Srs. Deputados, na condição de empresário, F. Pessoa de Queiroz foi também extraordinariamente brilhante. Em 1919, com a fundação do Jornal do Commercio (JC), iniciou a formação do futuro conglomerado Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), composto por 6 emissoras de rádio, 1 emissora de televisão e o próprio JC.
Na Revolução de 1930, exilou-se na França, tendo sofrido prejuízos materiais, quando a sua residência foi incendiada, e a redação do JC, empastelada.
Recuperado desses episódios desencorajadores, Dr. F ainda teria de percorrer um longo e difícil caminho de realizações empresariais e políticas.
Livre o Brasil da ditadura, funda o vespertino Diário da Noite (1946); em 4 de julho de 1948, a Rádio Jornal do Commercio, na época a mais moderna emissora do mundo e a mais potente do Brasil; as difusoras de Limoeiro, Garanhuns, Caruaru, Pesqueira e Limoeiro; e, em 1960, a TV Jornal do Commercio.
Político, F. Pessoa de Queiroz exerceu o mandato de Deputado Federal, de 1921 a 1930, quando os rumos tomados pela Revolução de 30 o obrigaram a exilar-se em Paris, só voltando às lides partidárias em 1962, ano em que se elegeu Senador da República, mandato que abraçou e honrou com muita galhardia, entre 1963 e 1970.
No Senado, destacou-se na defesa dos interesses de Pernambuco e do Nordeste, sobretudo no que respeita às reformas exigidas por um país em constantes e atribuladas transformações econômicas e sociais.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Francisco Pessoa de Queiroz dedicou toda a sua vida a ideais alimentados e cultivados à sombra do seu irretocável caráter, da sua modéstia, da sua determinação e do amor à sua terra.
Ao final da ditadura de Getúlio Vargas (1945), Dr. F. estudou, pacientemente, a evolução da radiodifusão no Brasil, concluindo que a atividade fazia, então, a sua passagem de simples serviço de entretenimento para uma etapa mais avançada: a de indústria cultural e de massificação da notícia.
Com a "cabeça feita", compreendeu essas mudanças e, por cerca de 14 milhões de reais (preços de hoje), importou uma estação de rádio completa da Inglaterra (equipamentos fabricados pela Marconi Company Ltda.), para transmitir em ondas médias, curtas e em freqüência modulada, além de trazer daquele país experts e técnicos de maior fama no Velho Continente.
A essa trupe inglesa foram dados todos os recursos para a implantação da PRL-6, Rádio Jornal do Commercio, conhecida mundialmente pelo seu tonitruante "Pernambuco falando para o mundo!", ou mesmo "Pernambuco speaking to the world!", cuja locução em Inglês era feita por uma profissional londrina, também "importada" pelo grande realizador.
No dia 4 de julho de 1948, Pernambuco passou a integrar o mais destacado ranking das emissoras brasileiras, inaugurada com grande júbilo pelos pernambucanos, festa que, inclusive, contou com a presença do Presidente Eurico Gaspar Dutra.
Sr. Presidente, Pernambuco será eterno devedor de Francisco Pessoa de Queiroz, que ajudou brilhantemente a projetar o nosso Estado no Brasil e no mundo.
E, nestes dias em que se comemoram os 60 anos de fundação da Rádio Jornal, na condição de pernambucano reverencio a memória daquele grande homem, aproveitando para destacar as virtudes características de sua trajetória de vida: arrojo, coragem, determinação, idealismo e iniciativa empreendedora.
Mas, Sr. Presidente, as minhas palavras serviram para situar no tempo alguns dos aspectos que antecederam à fundação, há 60 anos, da Rádio Jornal, e elas não estariam completas se deixasse de citar a importância do empresário João Carlos Paes Mendonça à frente do SJCC.
João Carlos também não é pernambucano, assim como não era Dr. F. Pessoa de Queiroz. Porém, já demonstrou a mesma competência, a mesma disposição para o trabalho e a inovação. E, não sendo político, é homem de empresas com espírito público.
Esse sergipano da Serra do Machado, de alta envergadura e "garimpeiro de idéias" assumiu, no final dos anos 80, o comando e a liderança do SJCC, quando as empresas do grupo pareciam desmoronar, mergulhadas em profunda crise financeira e patrimonial.
Para obter sucesso na tarefa de soerguer o SJCC, inclusive a querida Rádio Jornal, cercou-se de especialistas em gerência e marketing, dos melhores da região, e de um corpo jornalístico da mais alta nomeada.
Cerca de 18 anos já se passaram, e o SJCC recobrou a força de que havia gozado nas décadas de 50 e 60.
A frase "Pernambuco falando para o mundo" ressoa com maior firmeza na Web, pelas ondas da Internet, fazendo com que Pernambuco continue a ser ouvido e conhecido em todos os continentes.
Parabéns a todos os que fazem o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação: ao seu Presidente, João Carlos Paes Mendonça, e aos companheiros de árduas jornadas, legítimos herdeiros do sonho de F. Pessoa de Queiroz!
Passo a abordar outro assunto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados.
O Estado de Pernambuco vive a mais esplendorosa fase de sua história recente, graças à competência e à visão administrativa e realizadora do seu jovem Governador Eduardo Campos.
Com efeito, transcorridos 18 meses do seu mandato, Eduardo Campos contabiliza conquistas que colocam o nosso Estado em posição de destaque no cenário nacional e que o retiraram do isolamento a que sempre foi condenado pelo Poder Central.
E o segredo dessas conquistas revela-se na implantação de novos empreendimentos industriais e comerciais, perfazendo investimentos da ordem de 23 bilhões de reais, e na possibilidade de criação de 208 mil empregos diretos e indiretos nos próximos anos.
Entre esses novos empreendimentos, quero chamar a atenção de V.Exas. para a implantação, na área industrial do Porto de Suape, da Usina Siderúrgica de Pernambuco (USP), cujos investimentos ascenderão a 9,6 bilhões de reais, envolvendo a criação de 22.400 empregos diretos e indiretos, quando em operação plena, em 2019. Neste ano, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que lidera o projeto, prevê a produção de 3,5 milhões de toneladas de aços longos, tendo como matéria-prima pelotas, minério de ferro e carvão. Hoje, Sr. Presidente, esse volume de produção (vergalhão, fio-máquina, arame recozido, treliça eletrossoldada e tela eletrossoldada) equivaleria a 10% da produção nacional de aço.
O principal mercado da USP será o interno, visando ao suprimento sobretudo da indústria da construção civil, no momento atendida, principalmente, pela Gerdau, ArcelorMittal e Aços Villares, com perspectivas de vigoroso crescimento no médio e no longo prazos, justamente quando a nova empresa iniciar as suas operações.
Só para se ter uma idéia de como Pernambuco foi a escolha certa e economicamente indicada para o projeto, cito as vantagens locacionais que apresenta, que são excepcionais, pois Suape fica à distância média de 600 quilômetros das Capitais do Nordeste.
Ademais, com Eduardo Campos no Governo, o nosso Estado entrou no rumo definitivo do desenvolvimento e do progresso, o que tem atraído a atenção do Brasil inteiro, não surpreendendo, portanto, o fato de o PIB estadual ter crescido 8,8% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2007. Essa marca excepcional decorreu dos altos desempenhos nos setores básicos
da economia ¯ na agricultura (15,1%); na indústria (12,3%); e serviços (7,3%) -, sendo oportuno lembrar que o PIB estadual superou em 15% a média nacional, o que há muitos anos não se registrava.
Todo esse quadro de boas notícias mostra ao Brasil que a economia pernambucana está em continuado e auspicioso processo de revitalização, o que justifica a opção dos investimentos anunciados pela CSN.
Por outro lado, Sr. Presidente, os indicadores anunciados para o projeto levam-nos a afirmar que a USP será o maior empreendimento de Pernambuco, em todos os tempos, superior até aos da Refinaria Abreu e Lima e do Estaleiro Atlântico Sul, ambos em implantação, e a 2 plantas petroquímicas também localizadas no Porto de Suape.
E a consolidação de Suape mostra que a
economia do Estado ¯ antes centrada na lavoura a?ucareira e nos serviços que a complementavam na Capital, como transporte ferroviário e rodoviário, carga e descarga, armazenamento, serviços portuários, entre outros ? evolui para estágios tecnológicos mais avançados, estruturadores, capazes de capturar novas cadeias produtivas, sobretudo após o início das atividades da USP.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, da longa seqüência de fatos que deram origem à Usina Siderúrgica de Pernambuco, por justiça tenho de me reportar à célebre memória de homem público do Governador Miguel Arraes de Alencar, quando do seu terceiro mandato. Em missão sigilosa, dirigiu-se a Minas Gerais, a fim de negociar com a USIMINAS a instalação de uma planta siderúrgica em nosso Estado.
Naquela oportunidade, numa tarde, em seu gabinete no Palácio do Campo das Princesas, ao ouvir extensa e detalhada exposição do empresário João Sandoval da Silveira sobre as vantagens da implantação, em Suape, de uma laminação a frio de aços planos ao carbono, além de uma central de serviços de beneficiamento de aços planos, disse enfático: "Vamos a Minas conversar com os homens de lá, e você vai comigo!"
João Sandoval, eminente homem de negócios, engenheiro, norte-rio-grandense, então presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Pernambuco (SIMMEPE), há mais de 50 anos radicado em nosso Estado, não deixou de se emocionar com a decisão do Governador. Afinal, Arraes era o seu ídolo político, mentor das idéias que perseguira a vida inteira.
Olhou bem firme nos olhos do Arraes e disparou, com a mesma veemência com que, nos idos de 1964, ainda adolescente, fora às ruas na defesa do Governo Popular, deposto pela violência do golpe militar: "Estou ao seu lado, Dr. Arraes. O meu interesse é servir a Pernambuco e ao seu governo".
Muitas reuniões de trabalho seguiram-se ao encontro de Minas Gerais, na USIMINAS. Protocolos foram assinados, contudo sem êxito: o Dr. Arraes não era simpático ao Governo Federal, de quem divergia por princípios e conceitos que carregava por toda a vida e eram os principais traços de sua história política.
Por conseqüência, nenhuma autoridade da República moveu uma palha para que aquela planta siderúrgica viesse a ser instalada em Pernambuco, tampouco jamais se falou na refinaria de petróleo cujos estudos da PETROBRAS há muito recomendavam o nosso Estado para a sua localização.
Sr. Presidente, embora os compromissos então assumidos por representantes da USIMINAS não tenham prosperado, esse episódio diz bem do homem que é o industrial João Sandoval da Silveira.
Sras. e Srs. Deputados, o episódio que relato a V.Exas. é resultante da amizade que me une ao empresário João Sandoval pelos méritos pessoais e de empreendedor que vejo nele reunidos e que o levaram a semear empresas pelo Nordeste, a criar tecnologias e riquezas, bem como empregos para centenas de conterrâneos, nunca arredando o pé de sua terra.
João Sandoval é Cidadão de Pernambuco por força de iniciativa de minha autoria, quando Deputado Estadual, título que fez justiça a essa figura ilustre de pioneiro nas lutas em favor da indústria metal-mecânica nordestina, em favor do CIF Uniforme que o Governo Collor extinguiu, autoritariamente, destruindo empregos e impedindo o desenvolvimento desse setor em nossa região.
Os tempos de hoje são outros, Sr. Presidente.
O Governador Eduardo Campos não precisou "dobrar a espinha" para que Pernambuco fosse ouvido em suas reivindicações.
O Governador Eduardo Campos é aliado do Presidente Lula, que, com a sensibilidade de um estadista compreensivo do nosso valor e da nossa representatividade, apóia o desenvolvimento de Pernambuco, dando-lhe tratamento isonômico perante outros Estados da Federação. Sendo assim, o Presidente Lula contribui para facilitar a vinda de grupos empresariais que mudarão o perfil da economia do Estado, melhorando a vida de sua gente, sobretudo dos trabalhadores.
Ainda a propósito do projeto da siderúrgica, Sr. Presidente, convém assinalar que a sua instalação ainda depende de licença ambiental, de responsabilidade do IBAMA e da Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH). Como é do conhecimento da opinião pública, essa licença é absolutamente indispensável, em face do indiscutível potencial poluidor de projetos como os da USP.
Esse aspecto não deve ser relegado por seus executores e líderes, a fim de evitar empecilhos futuros à expansão dos paraísos turísticos dos municípios localizados ao sul da Região Metropolitana do Recife. Sem dúvida, ao utilizar como matérias-primas a pelota, o carvão e o minério de ferro bruto, os cuidados com a poluição devem ser redobrados.
Mas todos esses cuidados não serão necessários no caso de a nova empresa começar implantando uma laminadora a frio de aços planos ao carbono, que apresenta índice zero de poluição. Isso se explica porque uma laminadora a frio de aços planos ao carbono utiliza, como matéria-prima, bobinas de aço plano ao carbono laminado a quente (BQ), a partir das quais são obtidas bobinas de aço laminado a frio (BF), podendo ensejar também, complementarmente, o surgimento de uma linha de aços planos laminados a frio, revestidos.
A esse respeito, Sr. Presidente, assinalo que a própria CSN é produtora de BQ, em Volta Redonda (RJ), o mesmo fazendo a USIMINAS e a COSIPA, em Minas Gerais e em São Paulo.
Contudo, que fiquem bem claros, como já referido no início deste pronunciamento, os méritos econômicos e sociais do projeto para Pernambuco. Seus produtos suprirão um mercado em acelerada expansão, derivada dos milionários investimentos na indústria da construção civil, na indústria imobiliária, na futura e provável implantação de um pólo automotivo e de outras cadeias produtivas, como as da "linha branca", que, fatalmente, no médio prazo, convergirão para o Estado.
Finalizo essas minhas considerações fazendo votos de que Pernambuco prossiga nessa saga de verdadeiro "renascimento", iluminado pela inteligência do Governador Eduardo Campos, que se mostra ao País como um político diferenciado, moderno, realizador.
Contudo, Pernambuco não é celeiro somente de políticos da estirpe de Eduardo Campos e de Miguel Arraes de Alencar, mas também de homens como João Sandoval da Silveira, lideranças que nos ajudam a crer em um futuro melhor para o nosso povo, merecedor de colher os frutos de um progresso pleno de justiça e de oportunidades para todos os pernambucanos.
Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados.



RÁDIO JORNAL DO COMMERCIO, CIDADE, RECIFE, PE, ANIVERSÁRO DE FUNDAÇÃO, HOMENAGEM. ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL, PE. FRANCISCO PESSOA DE QUEIROZ, ATIVIDADE PROFISSIONAL, PARTICIPAÇÃO POLÍTICA, FUNDADOR, JORNAL DO COMMERCIO, JC, RADIODIFUSÃO, BIOGRAFIA.
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