CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 144.3.55.O Hora: 14h12 Fase: PE
  Data: 01/06/2017

Sumário

Crises política e de governabilidade instaladas no País. Rejeição das reformas previdenciária e trabalhista. Imediata realização de eleições gerais no Brasil.

O SR. LUIZ COUTO (PT-PB. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, não há outra saída para o Brasil: eleições diretas já!
Chegamos a um nível insustentável de caos em termos de governabilidade, não bastasse o Governo Temer haver se instalado à custa de ardiloso golpe contra a então mandatária da República.
Dilma Rousseff, mesmo sendo injustamente afastada através do equivocado processo de impeachment a que foi submetida, não recorreu a ciladas nem a esquemas de autopreservação, como os que ora presenciamos - velados alguns, outros nem tanto - sob a batuta de Michel Temer.
Denúncias de seu grave comprometimento com bandidos travestidos de empresários não podem simplesmente ser deixadas de lado como se não tivessem capital importância.
O que dizer das acusações que pairam sobre muitos correligionários e aliados de Temer? Haverá, porventura, alguém muito ligado a ele e não implicado em tramas envolvendo propinas e negociatas? A mais recente manobra diz respeito à substituição do Ministro da Justiça, em desbragada tentativa de obstruir as investigações em curso, que firmemente têm apontado em sua direção.
O momento político atual é gravíssimo!
Os cidadãos brasileiros não confiam mais no Presidente da República, vide as manifestações que se têm multiplicado pelo País, exigindo a saída daquele que, além de tudo, vem tentando enfiar goela abaixo reformas estruturais sem o devido debate.
É o caso das reformas previdenciária e trabalhista, que afetam muito de perto o cotidiano da sociedade, mas que, ao mesmo tempo, parecem não preocupar o Poder Executivo, dada a maneira atabalhoada como têm sido apresentadas ao Brasil.
Considerando que, em regimes democráticos, por definição, é pelo voto que o povo expressa suas opções, evidentemente visando ao bem-estar comum, é pelo voto que, neste momento, se deve conclamar esse mesmo povo para referendar seu desejo de viver em um país socialmente mais justo e economicamente mais desenvolvido.
Isso se dará sob os auspícios de instituições públicas fortes, respeitadas, credoras do apreço e da reverência de toda a sociedade.
Eleições gerais imediatas! É o que defendo com veemência! A paz social brasileira depende disso.
Sr. Presidente, peço que seja dada a devida publicidade a este pronunciamento pelos meios de comunicação da Casa, inclusive pelo programa A Voz do Brasil.
Muito obrigado.

PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO ORADOR

Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, não há outra saída para o Brasil: eleições diretas já!
Chegamos a um nível insustentável de caos em termos de governabilidade, não bastasse o Governo Temer haver se instalado à custa de ardiloso golpe contra a então mandatária da República.
Dilma Rousseff, mesmo sendo injustamente afastada através do equivocado processo de impeachment a que foi submetida, não recorreu a ciladas nem a esquemas de autopreservação, como os que ora presenciamos - velados alguns, outros nem tanto - sob a batuta de Michel Temer.
Denúncias de seu grave comprometimento com bandidos travestidos de empresários não podem simplesmente ser deixadas de lado como se não tivessem capital importância.
O que dizer das acusações que pairam sobre muitos correligionários e aliados de Temer? Haverá, porventura, alguém muito ligado a ele e não implicado em tramas envolvendo propinas e negociatas? A mais recente manobra diz respeito à substituição do Ministro da Justiça, em desbragada tentativa de obstruir as investigações em curso, que firmemente têm apontado em sua direção.
O momento político atual é gravíssimo!
Os cidadãos brasileiros não confiam mais no Presidente da República, vide as manifestações que se têm multiplicado pelo País, exigindo a saída daquele que, além de tudo, vem tentando enfiar goela abaixo reformas estruturais sem o devido debate.
É o caso das reformas previdenciária e trabalhista, que afetam muito de perto o cotidiano da sociedade, mas que, ao mesmo tempo, parecem não preocupar o Poder Executivo, dada a maneira atabalhoada como têm sido apresentadas ao Brasil.
Considerando que, em regimes democráticos, por definição, é pelo voto que o povo expressa suas opções, evidentemente visando ao bem-estar comum, é pelo voto que, neste momento, se deve conclamar esse mesmo povo para referendar seu desejo de viver em um país socialmente mais justo e economicamente mais desenvolvido.
Isso se dará sob os auspícios de instituições públicas fortes, respeitadas, credoras do apreço e da reverência de toda a sociedade brasileira.
Não há outro caminho a não ser o de imediatas eleições diretas, e não apenas para o Poder Executivo mas também para o Legislativo. As feições do Congresso atual não se coadunam com os princípios éticos, de organização e representação sociais norteadores de uma democracia.
Chega de conluio de Michel Temer com Parlamentares para verem aprovadas as execráveis propostas do Executivo Federal. Basta de investigados por graves crimes nadando de braçada em cargos de livre nomeação e, de algum modo mais tristemente, em mandatos outorgados via eleição.
O Brasil já amadureceu. Sua trajetória histórica já provou isso. É tempo, pois, de recuperar a legitimidade de governo, tonificar a representatividade política, fundamentar a recuperação econômica e oferecer, ao País e ao mundo, vigorosa demonstração de que sabemos quem somos e o que buscamos.
Eleições gerais imediatas! É o que defendo com veemência! A paz social brasileira depende disso, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados.
Era o que tinha a dizer.



REFORMA TRABALHISTA, REFORMA PREVIDENCIÁRIA (2016), REJEIÇÃO. ELEIÇÃO GERAL, ELEIÇÃO DIRETA, DEFESA.
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