CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 089.2.55.O Hora: 19h0 Fase: OD
  Data: 16/04/2016

A SRA. ANA PERUGINI (PT-SP. Sem revisão da oradora.) - Srs. Deputados, Sras. Deputadas, especialmente os Deputados e Deputadas do Estado de São Paulo e, de uma maneira muito singular, os Deputados da região metropolitana de Campinas e os nossos companheiros e companheiras que estão na nossa cidade de Hortolândia, berço das lutas sociais e populares e das comunidades eclesiais de base de onde venho, vale a pena, neste momento, lembrar alguns momentos históricos que marcaram o nosso País.
Nas lutas pelas Diretas Já, em 1983 e 1984, eu fui às ruas e participei do maior movimento no nosso País, lá na Capital de São Paulo. Dante de Oliveira nos trouxe uma esperança, uma luz, mas nós fomos derrotados aqui dentro deste espaço desta Casa de Leis.
Logo depois, a Constituição Federal de 1988 me chamou a atenção na Faculdade de Direito, ao dizer que homens e mulheres são iguais perante a lei. Eu pensei: "Nossa! Isso é o óbvio! A cultura que aprendi na minha família me ensinou isso desde pequena, mas foi preciso a Constituição Federal explicitar.
Depois - é inegável e ninguém pode tirar isso da história -, em 2002, um operário, um trabalhador, o Luiz Inácio Lula da Silva, ganhou as eleições presidenciais e passou a governar o maior posto deste País, passados 13 anos da primeira eleição direta após a ditadura.
Luiz Inácio Lula da Silva muda a ordem vigente na economia do nosso País: a política econômica passa a ser distributiva, para incentivar o comércio interno, e a produção aumenta. E o País passa a crescer no momento em que a crise começava a ser vencida. Nós incluímos os trabalhadores, que foram para as escolas. Mais de 7 milhões de jovens foram para as universidades.
Logo depois, em um país marcado pela cultura e pelo estereótipo da competência masculina, que ocupa o 118º lugar no ranking da desigualdade de gênero, por falta de participação da mulher na política, é eleita uma mulher como Presidenta da República.
E essa mulher enfrentou o maior surto da economia, com o agravamento da crise política aqui dentro, patrocinada principalmente por este cenário que vivemos hoje. E quem deveria assumir a responsabilidade de ser o coautor das ações de Governo, agravou ainda mais, com as pautas-bomba, a situação da economia brasileira e agravou, sim, o problema do desemprego no nosso País.
Agora, se a Oposição quer governar, ela que espere até 2018 e ganhe as eleições. Isso não pode ser feito no grito, não, porque assim é golpe. E nós não vamos aceitar isso amanhã.



DCR 1/2015, DENÚNCIA POR CRIME DE RESPONSABILIDADE, DILMA ROUSSEFF, PRESIDENTE DA REPÚBLICA, IMPEACHMENT, COMISSÃO ESPECIAL, PARECER, ADMISSIBILIDADE, REJEIÇÃO.
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