CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 076.4.55.O Hora: 20h32 Fase: OD
  Data: 17/04/2018

Sumário

Críticas à natureza dos discursos sobre a prisão do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Descontentamento de moradores do Bairro Santa Cândida, de Curitiba, Estado do Paraná, com acampamento montado por apoiadores do ex-Presidente da República.

O SR. DELEGADO FRANCISCHINI (PSL-PR. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, até o momento, como Líder do PSL, ouvi respeitosamente todas as posições dos Líderes dos partidos de esquerda em relação à prisão de Lula. Agora, como alguém que mora em Curitiba, como paranaense, venho trazer o que está acontecendo na minha cidade, principalmente em volta da Polícia Federal.
Lula foi preso, condenado pelo Juiz Sergio Moro. A condenação foi confirmada por 3 a 0 no Tribunal Regional Federal, por pareceres do Ministério Público, em todas as instâncias, com pedido de condenação. Os advogados tiveram ampla defesa e direito a contraditório, e o habeas corpus foi negado pelo STF e pelo STJ.
Esse discurso de perseguição política é apenas ideológico. Lula está preso por corrupção, por lavagem de dinheiro. Foi condenado a 12 anos de prisão, e ainda restam 5 processos.
Hoje, na minha cidade, Curitiba, os moradores do Bairro Santa Cândida são reféns: são reféns da CUT, do MST, do PT. Todos os dias de manhã, as famílias não podem sair às ruas, que viraram um esgoto a céu aberto, com urina no meio da rua, muita sujeira e lixo. Há drogas e bebida alcoólica. Basta escutar os áudios - não sou eu que estou falando. As redes sociais estão repletas de áudios e vídeos de moradores dizendo o que as ruas viraram.
O pior, Sr. Presidente, é que, de ontem para hoje, o discurso está piorando, e muito, além do confronto que pode ocorrer entre os manifestantes, pagos com 30 reais, como todo mundo sabe, e com pão e mortadela, para ficarem na frente da Polícia Federal. A Senadora Gleisi Hoffmann incentiva o não cumprimento da ordem judicial, do acordo feito para desmontar o acampamento. Parece que acharam um terreno para acampamento no qual não cabe ninguém. O que aquilo vai virar? Vai virar um circo!
Por outro lado, Boulos, candidato do PSOL à Presidência da República, invade o tríplex no Guarujá, uma presente fruto de propina a Lula. Para quê isso, Sr. Presidente? Para fazer um acinte às instituições do Brasil.
José Dirceu vai ao microfone e diz que Sergio Moro é um cisco, uma ameaça direta ou indireta de alguém que está com o recurso para ser julgado para voltar para a prisão, Sr. Presidente.
Stédile, do MST, continua incentivando. Hoje temos as praças de pedágio ocupadas, e não temos lei nem ordem.
(Desligamento automático do microfone.)
O SR. PRESIDENTE (JHC) - O tempo acabou, Deputado.
O SR. DELEGADO FRANCISCHINI - Agora, o MST pede um abril vermelho, duplicado nos discursos de Stedile, ou seja, discurso político e ideológico misturado com reforma agrária. Quem vai pagar por isso são os agricultores de terras produtivas, o agronegócio e todo o Brasil, porque querem Lula solto.
Para Lula ser solto, é preciso que seja por meio da Justiça, via STF, democraticamente, respeitando-se as instituições, nunca com enfrentamento, como aconteceu no primeiro dia, com tentativa de invasão da sede da Polícia Federal, contida pelas Polícias Militar e Federal.
Estamos num espaço democrático, e os moradores de Curitiba, principalmente os do Bairro Santa Cândida, clamam para que todos aqueles que estão lá sem trabalhar, sem estudar, sem conduzir sua vida, saiam e voltem a trabalhar.


CONTESTAÇÃO, DISCURSO, PERSEGUIÇÃO POLÍTICA, PRISÃO, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA. INSATISFAÇÃO, POPULAÇÃO, CURITIBA (PR), PRESENÇA, MILITANTE POLÍTICO, ACAMPAMENTO, APOIO, EX-PRESIDENTE.
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