CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 029.2.55.O Hora: 18h6 Fase: OD
  Data: 08/03/2016

Sumário

Retrospectiva da atuação governamental em prol do desenvolvimento industrial do Estado do Paraná.

PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO À MESA PARA PUBLICAÇÃO
O SR. GIACOBO
(Bloco/PR-PR. Pronunciamento encaminhado pelo orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, de acordo com Peter Drucker, escritor, professor e consultor de nacionalidade austríaca, considerado o pai da administração moderna, "planejamento não lida com decisões futuras, mas com o futuro de decisões presentes".
Nesse contexto, a partir de 1970, tinha lugar uma revolução estrutural com apoio financeiro da Companhia de Desenvolvimento do Paraná (CODEPAR) e do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE).
O Fundo permitia a participação do Estado em iniciativas estratégicas, valendo-se de ações preferenciais sem direito a voto, o que lhe permitiu aportar 49% do capital inicial das empresas Philip Morris e da Volvo, instaladas em 1970.
As medidas então adotadas passaram a constituir um orçamento para investimentos governamentais e financiamentos de projetos privados. Em decorrência, o Paraná começou a modificar a imagem de Estado voltado exclusivamente para a agricultura, importante produtor de café e madeira, e passou a ter uma pujante economia industrial.
A partir deste ponto, a economia paranaense se integrou cada vez mais à brasileira e à mundial, com reflexos extremamente positivos, propiciando a integração dos três Paranás: o tradicional, do sul, amparado na pecuária, erva-mate e na madeira; o gaúcho, do oeste e sudoeste, com presença marcante do setor rural menos ligado ao mercado; e o paulista, do norte cafeeiro.
Após 1975, deu-se a complementação da industrialização, com a instalação e a consolidação da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), a modernização dos complexos cimenteiro e de papel e celulose e a criação da refinaria de petróleo da PETROBRAS em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Na década de 1990, o Paraná adaptou-se à mudança do marco institucional brasileiro, focado na liberalização comercial e financeira, nas privatizações, nas regulamentações e no fim da superinflação, com o lançamento do Plano Real. Foram mantidos, na primeira etapa, os investimentos em infraestrutura, particularmente transportes e energia, e, na segunda, os associados à descontração industrial do País
.
Tais providências geraram novo salto quantitativo e qualitativo da matriz produtiva a partir da indústria automobilística - grandes plantas montadoras e rede de fornecedores inclusive internacionais - e da eletroeletrônica, do complexo madeireiro-papeleiro e do agronegócio, com expressiva presença das cooperativas.
Atualmente, o Estado está recompondo o planejamento de longo prazo, propiciado por constante diálogo entre as instâncias sociais.
Concluindo, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, permito-me recolher de boa fonte as seguintes considerações: "Assim, o processo de diversificação e desenvolvimento industrial do Paraná contou
, desde a década de 70, com a atuação do Estado, que, em última instância, criou um ambiente industrial propício e que teve grande importância na década de 90, quando do novo ciclo de investimentos que se direcionaram para a economia brasileira. Em outros termos, não só os incentivos fiscais e financeiros dos anos 90 contribuíram para a realização de investimentos no Estado, mas também as condições materiais existentes em termos de infraestrutura econômica e, acima de tudo, a existência de uma indústria já complexa e relativamente diversificada e que possibilitou e potencializou o direcionamento desses capitais para o Paraná em períodos recentes" (Professor Jaime Graciano Trintin).
Muito obrigado.



GOVERNO ESTADUAL, POLÍTICA INDUSTRIAL, PARANA, BALANÇO.
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