CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com redação final
Sessão: 083.1.55.O_1 Hora: 13h40 Fase: HO
  Data: 27/04/2015

Sumário

Sessão solene em homenagem ao Dia dos Empregados Domésticos.




O SR. PRESIDENTE (Arnaldo Jordy) - Convido para fazer uso da palavra a Sra. Deputada Luciana Santos, pelo PCdoB, de Pernambuco.
Estamos correndo porque temos que entregar o plenário para ter início os trabalhos ordinários da Casa exatamente às 14 horas e ainda temos três pessoas para fazer uso da palavra. Pedimos o máximo de brevidade a todos os presentes.
Registro a presença do Deputado Izalci em nossa sessão.
A SRA. LUCIANA SANTOS (PCdoB-PE. Sem revisão da oradora.) - Quero aqui saudar em primeiro lugar nosso Presidente Arnaldo Jordy, que tomou a iniciativa de homenagear os empregados e as empregadas domésticas em sessão solene nesta Casa; a autora do requerimento da PEC das Domésticas, nossa querida Deputada Benedita da Silva, exemplo da luta das mulheres em nosso País e também das empregadas domésticas; a Deputada Dâmina Pereira, Coordenadora dos Direitos das Mulheres da Câmara dos Deputados; a Presidenta da Federação das Trabalhadoras Domésticas e todos os componentes da Mesa.
De fato, a luta das trabalhadoras e trabalhadores domésticos no País, especialmente das mulheres, a grande maioria dos empregados domésticos, tem uma dimensão muito maior do que a gente imagina, a dimensão daquele trabalho invisível, da economia invisível da sociedade, porque o trabalho doméstico é aquele trabalho sem fim, que nunca termina. Por isso mesmo existe a dimensão humana das relações sociais que se estabelecem com as famílias, muitas vezes por muitos anos, fazendo serviços domésticos que precisam ser cada vez mais valorizados.
Minha mãe, a vida toda, foi e continua sendo dona de casa. Eu sou testemunha de quanto isso é um trabalho doloroso, árduo.
Por isso, para além da dimensão humana, é preciso dar a dimensão política a esse trabalho, pela luta e pela emancipação que isso representa para as mulheres do nosso País.
Vi recentemente um estudo de uma universidade que tratava exatamente dessa dimensão política do papel do mercado do trabalho e do seu impacto na economia. É preciso que a gente observe como esses debates da academia estão rebatendo na vida cotidiana das pessoas, sobretudo daquelas que têm a responsabilidade de legislar, representando os interesses mais caros da população brasileira.
É por isso que a Casa precisa acompanhar, como já fez aqui a Deputada Carmen Zanotto, a tramitação dos direitos da empregada doméstica, projeto que está no Senado.
Termino, Sr. Presidente, dando ênfase a este debate porque ele garante um dos aspectos importantes na luta por direitos, porque é preciso valorizar um trabalho secular que toma conta de gerações e gerações e que foi explorado por muitos anos sem um mínimo de direito garantido.
Esta Casa cumpriu seu papel votando. Está no Senado. Precisamos acompanhar a tramitação para fazer valer um trabalho que tem impacto importante, repito, na economia invisível do nosso País, mas que infelizmente ainda não é respeitado. Para isso, é preciso ter lei. Para isso, nós estamos aqui acompanhando o trabalho do Senado e fazendo valer uma das conquistas mais importantes que vai marcar a luta das empregadas domésticas no País.
Um grande beijo para vocês. Firmes na luta!
O SR. PRESIDENTE (Arnaldo Jordy) - Muito obrigado, Deputada Luciana.


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