CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sem supervisão
Sessão: 308.3.54.O Hora: 14h12 Fase: PE
  Data: 08/10/2013

Sumário

Preocupação com a ocorrência de atos de vandalismo no Centro da cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, em meio a manifestações pacíficas de professores em greve. Necessidade de providências das autoridades contra o movimento Black Bloc.



O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) - Concedo a palavra ao Sr. Deputado Simão Sessim. S.Exa. tem uma tarefa de representar o Presidente.
Abriremos a concessão da palavra por 1 minuto.
O SR. SIMÃO SESSIM (PP-RJ. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, às 14h30, representarei o Presidente do Tribunal de Contas.
Sr. Presidente, registro minha grande preocupação diante dos atos de vandalismo, destruição, tumulto e confrontos que vêm ocorrendo diariamente, entre policiais militares e baderneiros, no Centro do Rio de Janeiro. As manifestações pacíficas dos professores fluminenses, em defesa dos seus direitos, nós as apoiamos, com certeza. Acontece que, no meio da manifestação pacífica, aparecem os baderneiros, que começam a quebrar agências de bancos.
Sr. Presidente, é o comunicado que faço.
Peço providências contra esse movimento Black Bloc: infiltrados e encapuzados fazem barricadas, ateiam fogo em lixos espalhados nas ruas, lançam fogos de artifício, atacam bancas de jornais e lojas, bares e restaurantes, cujos funcionários fogem apavorados.
(O microfone é desligado.)

PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO ORADOR

O SR. SIMÃO SESSIM (PP-RJ. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, eunão posso, em hipótese alguma, esconder a minha grande preocupação diante dos atos de vandalismo, destruição, tumulto e confrontos que vêm ocorrendo diariamente, entre policiais militares e baderneiros, no Centro do Rio de Janeiro.
As manifestações pacíficas dos professores fluminenses, em defesa dos seus direitos, com certeza, Senhor Presidente, nada tem a ver com a onda de quebra-quebra, depredação, pichação, lançamento de morteiros, rojões e coquetéis molotov contra pontos de ônibus, agências bancárias e prédios públicos, alguns deles históricos, além de destruição de equipamentos urbanos e queima de ônibus, conforme ocorreu na noite desta segunda-feira, na Cinelândia, durante, repito, protesto pacífico do Sindicato dos Profissionais da Educação.
As imagens veiculadas nas emissoras de televisão e também estampadas nas primeiras páginas dos jornais e revistas de todo o país, são terríveis e vergonhosas, mais parecendo uma guerra civil localizada. Prédios e lojas tentam se proteger dos impactos do vandalismo, como podem, alguns deles colocando tapumes em sua fachada.
São manifestações diárias, Senhor Presidente, que geralmente começam pacificamente, mas que depois tomam outro ritmo, com envolvimento de grupos radicais do chamado movimento Black bloc, infiltrados e encapuzados, que também fazem barricadas, ateiam fogo em lixo espalhados nas ruas, lançam fogos de artifício, atacam bancas de jornais e lojas, bares e restaurantes, cujos funcionários, apavorados, arriam suas portas.
São cenas preocupantes, sobretudo quando observamosçam também ao patrimônio particular, com baderneiros tentando danificar carros particulares estacionados nas imediações das áreas de conflitos, levando desespero àpopulação.
A baderna virou rotina, conforme manchete de primeira página estampada na edição de hoje do jornal Extra, amedrontando o cidadão que deixa o seu local de trabalho, no final do dia, sem saber se vai chegar em casa ileso.
Alguma coisa precisa ser feita, Senhor Presidente, pelos órgãos competentes, para que a população carioca e fluminense possa reencontrar a paz e a esperança de viver com segurança.
Muito obrigado!


MANIFESTAÇÃO, PROFESSOR, ESCOLA PÚBLICA, GREVE, RJ, OCORRÊNCIA, DEPREDAÇÃO, VIOLÊNCIA, AUTORIDADE PÚBLICA, PROVIDÊNCIA, COMBATE, VANDALISMO.
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