CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 031.3.53.O Hora: 10h2 Fase: BC
  Data: 11/03/2009

Sumário

Transcurso dos 35 anos da inauguração da Ponte Rio—Niterói, construída durante o regime militar. Importância para o País de obras construídas no regime de exceção. Críticas ao Programa de Aceleração do Crescimento — PAC. Críticas ao Governo Federal pelo anunciado envio de equipe à região do Araguaia para resgate dos restos mortais de guerrilheiros. Caos reinante entre os Poderes da República. Ligação do Partido dos Trabalhadores — PT com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia — FARC e com as Brigadas Vermelhas, da Itália.

O SR. JAIR BOLSONARO (PP-RJ. Sem revisão do orador.) - Sra. Presidenta, senti falta da introdução que V.Exa. empregou ao passar a palavra aos outros Parlamentares, mas vou elogiá-la sobre a Guerrilha do Araguaia, pode ter certeza disso. (Risos.)
Mas venho à tribuna dizer que estamos no mês em que se comemoram 35 anos da Ponte Rio—Niterói, mais uma obra do saudoso e profícuo regime militar, quando a Câmara tinha moral, os Deputados e Senadores tinham moral, eram respeitados e, mais ainda, o Judiciário era um exemplo a ser seguido e também muito respeitado. Hoje em dia nada disso temos mais. Afinal de contas, o Brasil sem as obras dos militares não seria Brasil. Basta vermos as hidrelétricas, como Itaipu, a duplicação da Rodovia Rio—Santos, a usina nuclear de Angra dos Reis, o grande salto nas telecomunicações, as estradas rasgadas pelo Brasil e por aí afora, e, detalhe, sem corrupção, porque não encontramos sargento, capitão, coronel ou general que tenha enriquecido durante os 20 anos de regime militar.
Parabéns à memória do Presidente Médici pela construção da Ponte Rio—Niterói, embora a imprensa nada divulgue, porque só fala do PAC, o PAC da enganação, que pode ser traduzido como Proletários Armados pelo Comunismo, do Battisti.
Sra. Presidenta, o Governo está preparando agora uma equipe para ir ao Araguaia, a fim de buscar os ossos dos marginais que combateram os militares. E por que marginais? Apesar da marginalidade, já que pegaram em armas, eram financiados por dinheiro de Fidel Castro, de Cuba.
Então, Fidel Castro financiava uma democracia em nosso País. É dizer que o diabo estava financiando uma equipe na terra para salvar almas. É exatamente a mesma coisa. Em Cuba, no mínimo, 17 mil foram para o paredão. Lá, sim, presos políticos.
Esses marginais estavam descontentes porque os militares assumiram o Governo em 1964 a pedido. Quem pediu para que os militares assumissem? Foi a Igreja Católica, foram as mulheres de verdade naquela época — porque hoje em dia as mulheres não são de verdade como naquela época —, que fizeram passeatas na rua e pediram para que os militares assumissem. A classe empresarial também pediu e, mais do que isso, a imprensa de forma unânime pediu. E nós assumimos, os militares assumiram, e o Brasil cresceu.
Hoje estamos nessa balbúrdia que está aí, um Congresso que não funciona, um Judiciário desgastado e o Executivo falando abobrinhas e marolinhas o tempo todo. Esperamos que os militares não tenham de assumir de novo este País em nome da autoridade, do respeito e da família, porque os militares não querem assumir isso daí. A bomba está na mão de vocês. Vocês criaram esse caos, e ela está nas suas mãos. Então, esse pessoal vai ao Araguaia simplesmente buscar ossos.
Não existem mais ossos, Presidenta. Vocês foram para lá pegar em armas financiados por Cuba e morreram em combate. E quem morreu em combate e foi enterrado em cova rasa os porcos comeram os ossos. Tenho pena dos porcos, mas nada além disso. Comeram os ossos! Graças a Deus, o povo deve agradecer de joelhos aos militares que acabaram com a Guerrilha no Araguaia, caso contrário, nós teríamos uma FARC no coração do Brasil. Ou alguém duvida disso? Que o PT está aliado com as FARC aqui? O PT está aliado com a então Brigadas Vermelhas, da Itália.
Tanto que o nosso querido Tarso Genro, esse monumento ao terror e à bandidagem, defende o Battistinha. Tanto que o MST está ligado às FARCs. Tanto que Tarso Genro defende a invasão de terras dos outros e o assassinato de seguranças em fazendas produtivas em nosso País.
Esse é um breve retrato do que acontece atualmente no Brasil.
Muito obrigado, Presidenta, e que faça uma boa finalização sobre o meu nome.
A SRA. PRESIDENTA (Vanessa Grazziotin) - A Mesa destaca o pronunciamento de V.Exa., Deputado Jair Bolsonaro. Não cabe a quem dirige os trabalhos fazer qualquer tipo de comentário, sei perfeitamente disso, mas quero dizer que esta é a Casa das diferenças. V.Exa. fez um pronunciamento e colocou o seu ponto de vista, que é completamente divergente do nosso quando diz que pegaram as armas. De fato houve uma luta pela liberdade — liberdade que foi cerceada.
Deputado, a Mesa agradece...
O SR. JAIR BOLSONARO - V.Exa. não pode tomar posição.
A SRA. PRESIDENTA (Vanessa Grazziotin) - V.Exa. viu que fizemos comentários sobre vários Parlamentares...
O SR. JAIR BOLSONARO - Os outros aceitaram, mas eu não aceito.
A SRA. PRESIDENTA (Vanessa Grazziotin) - Perfeito. Já estou concluindo, mesmo porque não vou ficar aqui debatendo. Acho que o povo brasileiro tem lucidez suficiente para discernir sobre aquilo que cada um diz. V.Exa. tem o seu posicionamento, defende suas ideias, diz que pessoas que foram mortas são só ossos. Nós não pensamos assim.



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